sexta-feira, dezembro 16, 2005

A casa misteriosa de Leondervil




A CASA MISTERIOSA DE LEONDERVIL
Débora Lima Lisboa - 1º. D


Uma nova fase de minha vida começou em uma manhã de agosto de 1959, quando pela última vez fechei a porta da casa de meu pai. O sol começava bater nas montanhas, quando me pus a caminho.
Aproximando-me de uma velha mansão abandonada, deparei-me com um velho amigo de meu pai, que entrando na minha frente, disse:
-- Pois bem, Alfredo, irei com você até a estrada para indicar-lhe o caminho.
Começamos a caminhar em silêncio, de repente, seu Francisco, esse era o nome do amigo de meu pai, quebra o silêncio perguntando-me se teria algum lugar para ir. Respondi-lhe que não.
Então, ele, me disse:
-- Seu pai, antes de morrer me confiou uma carta, que diz respeito a sua herança. Nela está escrito que você deverá ir para uma casa em Leondervil.
Lendo a carta, não acreditei que eu havia acabado de receber uma herança de meu pai.
Segui em frente sem saber exatamente onde ficava essa casa.
Caminhei dias e dias, alimentando-me com a pouca comida e água que eu levava.
Fui me informando aqui, ali até que cheguei ao local. A casa ficava num local deserto no meio da mata, um lugar deserto e misterioso.
Quando bati à porta, ela abriu-se sozinha, ao entrar vi que por dentro ela era uma mansão, vi também que um farto banquete me aguardava. Com medo e ao mesmo tempo maravilhado, sentei-me à mesa e comecei a comer, pois estava faminto.
Ali me hospedei. Um ar de mistério pairava sobre aquela mansão solitária.
Certa noite vi crianças brincando no meu quarto, e vozes na sala de estar, mas voltei a dormir. Desse dia em diante, comecei a ver coisa freqüentemente.
Numa outra manhã, uma voz vinha em minha direção, pude ver minha mãe, parei o que estava fazendo e ouvi o que ela dizia:
-- Alfredo, meu filho, finalmente estamos juntos de novo, eu, seu pai e seus irmãos, nesta casa, onde fomos felizes e voltaremos a ser.
Abismado pude perceber que eu estava morto e que havia me encontrado com minha família, para juntos vivermos até a eternidade, na mansão Leondervil.

Tarde demais




TARDE DEMAIS
CECILIA MASCARA FERREIRA CALOR – 8ª. C


Como de costume, o carteiro bate à porta da casa 721. É cedo, e o gato já se espreguiça no portão.
A barba por fazer, a roupa amassada, o passo descompassado do chinelo velho, denuncia a chegada de Marcos, que recebe o carteiro friamente. Ele pegou sua correspondência e analisou-a. Uma das cartas chamou sua atenção. Era da Austrália. A letra era de sua irmã Mônica, avisando que sua mãe Cláudia estava à beira da morte.
“...Venha para cá o mais rápido possível, mamãe está mal...”
Marcos ficou preocupado. Foi até o quarto e pegou uma mala antiga e jogou-a sobre a cama. Um estalo passou pela cabeça de Marcos.
“Como ir para Austrália sem ser de avião, se eu tenho pânico de voar?”
O gato entra no quarto assustado. Provavelmente foi atingido pelo jornal que chegara há pouco.
Só poderia ser coincidência. Uma propaganda anunciava uma escola que ajuda pessoas com pânico de aviões, barcos, elevadores e lugares fechados.
Marcos vestiu-se rapidamente e foi ao endereço indicado no folheto.
A escola não era grande coisa. Estava vazia sem nenhum aluno sequer. O professor se apresentou. Ele era meio estranho, às vezes ele mudava de assunto completamente.
As aulas começam, os exercícios são de assustar qualquer um.
O primeiro exercício foi no parque no parque da cidade, onde havia uma ponte velha e muito alta. O objetivo era atravessá-la de olhos fechados. Esse exercício era para tentar amenizar o medo de altura.
O segundo exercício era para acabar com o medo de lugares fechados. Para isso ele ficou dentro de uma sala toda branca, sem janelas e sem nada dentro, a não ser Marcos. (Não me pergunte onde o professor encontrou esse lugar, porque não sei dizer).
Depois de algumas aulas, Marcos sentiu que estava pronto para partir. Desde a carta de Mônica já havia se passado uma semana.
Marcos levantou-se bem cedo, arrumou as malas e chamou um táxi, na saída de casa recebeu o carteiro, pegou a correspondência e colocou-a no boldo do casaco e seguiu para o aeroporto.
A carta era de Mônica e dizia:
“Marcos, mamãe não sobreviveu à doença”.

Cão herói





CÃO HERÓI
Matheus Pinto Borgas – 7ª. A


Lelé era um cachorro que vivia com uma família de quatro pessoas, numa casa, no interior de São Paulo. Todos os dias depois que os donos de Lelé saíam para o trabalho e para a escola, ele ia para o quintal, que era de terra e fazia buracos.
Lelé começou a trazer para dentro da casa, pedaços de ossos que pareciam ser muito grandes e com aparência estranha.
Certa vez, Lelé trouxe um dente que, pelo tamanho, deveria pertencer a um animal gigantesco.
Assustado, o casal procurou a polícia que após uma investigação do terreno, resolveu chamar um pesquisador da universidade local.
Após algumas semanas, a equipe de cientistas chefiada por este pesquisador concluiu que a casa da família de Lelé encontrava-se sobre um terreno que guardava preciosos fósseis de dinossauros.
A família teve que se mudar, pois as escavações iriam continuar e o imóvel sofreria alguns danos. Lelé saiu nas manchetes de jornais como um herói:
“Cão de estimação cava tesouro para a ciência”.

Isso que é ser azarado



ISSO QUE É SER AZARADO
Thiago Janavicius Romero Cordeiro– 7ª. A



Certo dia estava voltando da escola, quando um amigo me convidou para ir a um baile Funk, naquela noite, com ele e seus amigos.
Imagina só, um abando de maconheiros! Mas para não deixá-lo triste, resolvi falar com meu pai.
Chegando a casa, pedi ao velho que me deixasse ir ao tal baile, ele me olhou com uma cara estranha, mas me deixou ir.
À noite, estava eu lá, no ponto de ônibus, todo feliz, apesar de estar chovendo. De repente, quando o ônibus estava chegando, passou um carro rasgando e para minha sorte, encheu-me de lama.
Depois de alguns minutos, eu já estava no ônibus e não deixei que uma laminha derrubasse meu ânimo.
Passaram, mais ou menos, quinze minutos e cheguei ao meu destino, encontrei o meu amigo e os amigos dele.
Lá do lado de fora, tocava uma música muito louca: puts, puts, puts...
Esperamos por mais uma hora, até que chegou a nossa vez de entrarmos no salão, então, de novo para minha sorte, os seguranças começaram a nos revistar.
Quando um deles me revistou, se danou, porque meu bolso estava cheio de lama e a mão dele ficou um nojo. Ele ficou uma fera comigo.
Já nos bolsos dos amigos de meu amigo encontraram maconha e lança perfume.
Resultado, fomos todos parar na delegacia e, para piorar um pouquinho, eu era o único menor de idade, então ligaram para meu pai, e para piorar o que já estava ruim, foi o próprio que atendeu a ligação telefônica.
Agora, imaginem só o que aconteceu a minha pobre alma.... Ele me disse que matou meu pai verdadeiro e que iria me matar quando fizesse 18 anos.

Ocavaleiro Mirim



O CAVALEIRO MIRIM
Vinícius Guardia Aponte Martins – 1º. C


Em uma cidade do interior da Inglaterra, vivia um garoto de 15 anos, Lucas, que tinha o sonho de ser cavaleiro.
Um dia, andando pela floresta, avistou um homem em cima de um cavalo, mas não era um homem comum, o corpo estava revestido com uma bela armadura, carregava uma lança e seu cavalo tinha um pano branco manchado de sangue cobrindo-o. Lucas, que nada temia, saiu correndo em direção ao cavaleiro. Chegando perto, perguntou:
-- O senhor precisa de ajuda?
-- Sim, respondeu o homem. Me leva de volta até meu reino.
-- E onde fica esse reino?
O menino ficou intrigado, pois não existiam mais reinos há muito tempo.
-- Eu venho do passado, retrucou o cavaleiro.
-- Como assim? – Espantou-se o menino.
-- O mago Merlim mandou-me para este tempo, para eu poder treinar, sem a preocupação de ser surpreendido pelos inimigos de nosso reino. Mas fui atacado por homens deste reino, estou muito ferido e preciso voltar. Só conseguirei se você me ajudar. O Merlim deu-me uma pedra mágica, com a qual farei meu transporte, se você for comigo, depois o Merlim o trará novamente para seu tempo.
-- Então eu aceito. Vou pegar algumas coisas em casa e partiremos.
Chegaram ao reino do cavaleiro meio tontos, mas logo perceberam que pessoas se aproximavam, eram guardas inimigos. Mantiveram quietos, então Lucas teve uma idéia. Tirou da mochila um walk-talk e posicionou atrás de uma árvore, tomou distância e começou a falar de outro walk-talk
--Cavaleiros pecadores, a igreja não vos perdoará pelas mortes que causaram, eu sou Tristan, um cavaleiro que morreu nesta floresta e só deixarei vocês partirem se deixarem um de seus cavalos ou terei que matá-los com minha magia.
Os guardas, com muito medo, obedeceram às ordens do cavaleiro morto e fugiram do local, abandonando um cavalo.
O cavaleiro ficou impressionado com a inteligência do garoto e começaram a caminhada, mas de repente foram cercados por sete cavaleiros e levados presos até a presença do Rei Uther , para serem julgados, sem que soubessem a razão do crime.
Quando começou o julgamento, o rei definiu que usaria o método do sorteio. Dois papéis, um escrito liberdade e o outro morte. O julgamento começou.
Um homem aproximou-se de Lucas com os dois papéis e mandou escolher um, Lucas que era muito inteligente pegou o papel, colocou na boca, engoliu e disse:
-- O papel que eu engoli é o que eu escolhi, abram o outro e saberão qual é o resultado.
Aberto o papel, estava escrito LIBERDADE. O rei impressionado com tal inteligência, resolveu deixá-los partir. Foram de encontro ao Merlim que providenciou uma pedra mágica para transportar o menino de volta ao seu tempo. Ao despedir-se do cavaleiro, este perguntou-lhe:
-- Diga-me uma coisa, qual é o seu nome?
-- Artur!

Violão Mágico





VIOLÃO MÁGICO
Philipe Brunetti Silveira – 1º. B



Pedrinho estava no porão de sua casa vendo as coisas velhas que por lá havia, de repente viu um pano com formato estranho. Quando puxou-o, percebeu que era a capa de um violão, cheia de pó e teias de aranhas, começou a tossir, após alguns minutos, com a tosse controlada, limpou a capa, abriu-a e deparou-se, maravilhado, com um violão muito bonito e diferente de todos que conhecia. A cor era de madeira clara, com quatro buracos pequenos e um grande no meio, seu encordeamento era de aço.
Então, não resistiu , começou a tocar aquele violão magnífico, produzia um som que o impressionava.
Quando o pai chegou do trabalho, Pedrinho, logo, correu para ele e contou o que achara, o pai viu e lembrou-se de que o violão pertencera ao seu bisavô, e disse a Pedrinho:
- Este violão é mágico, mas só consegue fazer um som maravilhoso aquele que tocar com o coração.
O menino ficou abismado.
Ao deitar-se, à noite, não conseguia parar de pensar no violão, as horas passaram e ele adormeceu e sonhou que estava num show com mais de dez mil pessoas, pegou o violão e tocou sua canção.
Foi aplaudido de pé, depois deu autógrafos e começou a escutar seu a chamá-lo e acordou, era hora de ir para a escola.
Mas, antes de sair, Pedrinho pegou o violão e começou a tocar, percebeu, então, que tinha talento.
Voltou da escola e tocou mais, e mais, e mais. Viu que caso se dedicasse todos os dias, seu violão melhor soaria e que um dia poderia realizar seu sonho de ser músico.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A Floresta de Ruzumbava



A Floresta de Ruzumbava
Camila Caroline Veiga de Camargo - 1º. A


Marcos e Júlio já haviam deitado em suas respectivas barracas, menos Carlos, que vagava pela floresta Ruzumbava, distante e sombria, lugar onde ninguém se atrevia a ficar.
Carlos ouve um barulho estranho, assustador, logo aparece a mais bela e temida feiticeira chamada Caipora, metade índia e metade onça. Ela não suportava visitantes em seu “lar”, principalmente aqueles que vinham para Ruzumbava atrás do Phitolata, planta com poder de cura imediato que só existia lá.
Ao ver Caipora, Carlos entra em pânico e ao mesmo tempo fica paralisado com tamanha beleza e acaba sendo hipnotizado pela feiticeira que o amarra junto aos companheiros.
Júlio também se surpreende com Caipora que interrompe seu pensamento dizendo:
-- Sei o que os trazem aqui. Sumam! Antes que seja tarde demais.
Júlio e Carlos intrigados perguntam:
-- Mas o que tem de errado nessa floresta?
-- Isso não vos interessa, não são bem-vindos aqui, vão antes que eu mude de idéia e faço com que a própria floresta se encarregue sem dó de mandá-los embora, seja para o céu ou para o inferno.
-- Não iremos embora sem o que viemos buscar. Não será uma feiticeirinha que nos meterá medo.
-- Se querem assim, assim será!
Logo Caipora some no meio da mata e assustados, mas confiantes ficam os três, pois sabem que estão se aproximando do que procuram.
O dia logo amanhece ensolarado e os cientistas começam a se deslocar rumo ao morro de Ruzumbava chamado Rodonil. De repente, Carlos fica frente a frente com uma cobra imensa em época de acasalamento e faminta. Carlos tenta desviar e quando percebe que foi picado já era tarde e acaba inconsciente e perdido de seus companheiros que mesmo sem o amigo, seguem em frente.
Quanto mais próximo de Rodonil, mais sombrio fica a floresta e de repente eles deparam com o maior vulcão em erupção, o famoso Infernooldy que protege o morro Ronidol de “invasões”.
Júlio avista Caipora e percebe seu enfurecimento ao invocar os deuses do vulcão, pois aqueles não mereciam encontrar o valioso Phitolata, que só devia ser usado para uso medicinal.
Ao lado direito, vocês devem estar vendo uma pilha de troncos, onde apenas um é forte o bastante para suportar o calor do vulcão.
-- Quem achá-lo, poderá atravessar o vulcão e pegar o que quer, o outro morrerá na fúria do Infernooldy, diz a feiticeira.
Eles escolhem os troncos e os posicionam para iniciar a travessia, que logo acaba, pois nem eles, nem os troncos eram adequados.
Quando Caipora pensava que tudo estava acabado, aparece Carlos quase sem forças para andar, mas com fé que ele iria conseguir. Então pega o tronco escolhido e começa a atravessar. Caipora percebe que aquele era o tronco certo e se dá conta de que Carlos era o único merecedor do Phitolata, ele sim faria o bem e salvaria vidas com a erva.
Carlos finalmente chega em terra firme, mas acaba desmaiando e Caipora leva a um abrigo seguro e lhe serve um chá da santa erva que logo faz efeito.
-- Obrigada Caipora pelo cuidado, e como agradecimento a erva a partir de agora chamará Caipora, pois tu salvaste minha vida, serei eternamente grato. Agora devo voltar a minha terra.
-- É claro, eu te compreendo e permito sua partida com o Phitolata, quer dizer, com Caipora e sei que irá salvar muitas vidas.
A feiticeira lhe entrega um cavalo que o levará aonde quiser.
Essa aventura marcará para sempre a vida dos dois e a floresta agora ficará segura e em PAZ!

Curiosidade Versus Interesse




Curiosidade Versus Interesse
Camila Valladão C. Coelho - 2º. G


Estavam todos a espera da liberdade, minutos finais que duravam por séculos, o sinal bateu, os portões da escola se abriram e como uma manada os alunos iam saindo, aqueles que dependiam de transporte coletivo para voltarem à suas casas caminhavam ansiosos para o ponto de ônibus, mal sabendo o que estava para acontecer, mas que não seria de conhecimento de todos.
Ao avistar de longe um ônibus, talvez as quatro integrantes da manada escolar mais apressadas, já estavam caminhando em direção a este, que nem mesmo tinha chegado no ponto, então, a menina que geralmente anda à frente do grupo olhou para trás e viu que suas companheiras haviam mudado de idéia e desejavam agora ir no próximo. Durante esse vai e volta, mal perceberam que aquele ônibus tentava insistentemente ultrapassar um lotação que vinha na sua frente, que por sua vez não cedeu, foi quando um carro de polícia que vinha em sentido oposto virou bruscamente em uma super manobra.
Quando as quatro meninas entraram no ônibus seguinte, após a segunda curva da avenida, se depararam com aquele primeiro ônibus que quase pegaram parado, barrado e cercado por aquele carro da polícia que tinha mudado de direção, mas o coletivo em que se encontravam não parou, ao contrário da imaginação das meninas, que só poderiam saber o que realmente acontecera no dia seguinte, de volta ao colégio.
Dito e feito, estavam elas lá, no dia seguinte, dispostas a saber de tudo, porém, a única das meninas que quase entrou naquele ônibus só havia reconhecido um menino, que ela já vinha há algum tempo notando a presença dele na escola e até sentindo algo de bom por ele e para ela que era muito extrovertida e comunicativa, descobrir o que aconteceu seria uma missão a unir o útil ao agradável, pois, poderia lhe render uma amizade, pelo menos de início.
O que descobriu não foi nada daquilo que sua mente e de suas amigas havia fantasiado, apenas o policial pediu o documento do motorista e do cobrador do ônibus e depois continuaram tranquilamente o percurso, mas o que valeu de toda a história foi que com isso não só ela sabia da existência dele naquela escola, pois agora ele também notara a existência dela lá, e mesmo que não resulte nada além de amizade, para ela, já está valendo, pelo menos sua “coleção de amigos” conhecidos a partir de algum fato estranho ou engraçado já irá aumentar.

O Campeonato



O Campeonato
Vinícius Vital Siqueira - 2º. F


Sexta-feira, dia 12 de abril, véspera do primeiro campeonato que Marcelinho iria participar. Ele estava nervoso, ansioso, não conseguia pensar em mais nada, só queria que a hora do jogo chegasse, sua ansiedade era tão grande que seu assunto durante todo o dia era o campeonato.
Tudo parecia um sonho, mas depois de uma noite longa o grande dia chegou.
Marcelinho levantou, se arrumou e foi direto para a quadra ao encontro de seus amigos. Chegando lá todos estavam à sua espera, preocupados, pois ele era o melhor atacante do time.
A torcida estava animada, e esperavam uma grande vitória.
O jogo iria começar, o time adversário esta visivelmente impaciente.
Apita o juiz, começo de jogo, Marcelinho com a bola nos pés, parecia um louco. Driblou, escorregou, driblou, correu, parou, chutou.
Goooooooool! Gooooooool! Gooooooool!
Menos de um minuto de jogo, Marcelinho abre o placar.
O time adversário não se conformava e começou a fazer muitas faltas, até que conseguiram acertar Marcelinho.
Ele ficou nervoso e foi para cima do juiz que não havia marcado falta, Marcelinho não quis nem saber e reclamou muito, até que o juiz mostrou o cartão amarelo. Inconformado gritou:
Juiz ladrão, joga esse apito fora.
O juiz para o jogo, tira o cartão vermelho do bolso e o expulsa.
Fim de jogo para Marcelinho que saiu aplaudido pelos torcedores.
O juiz aproveita o tumulto e apita fim do primeiro tempo.
Os ânimos das duas equipes estão alterados e ninguém sabe o que poderá acontecer no segundo tempo.
Começa o segundo tempo e a equipe de Marcelinho fica toda na defesa, enquanto que outro time vai para cima, tenta de todo o jeito chegar ao gol, mas isso não acontece.
Mesmo sem seu melhor atacante o time foi à luta e consegui vencer o jogo, mostrando ao adversário que pancadaria não ganha jogo e sim um bom futebol.
E o placar apontou 1 X 0 para o time de Marcelinho.
Fim de jogo.

terça-feira, dezembro 13, 2005

A Chave do Quadro Carrancudo



A Chave do Quadro Carrancudo
Cynthia Nayara Romão - 7ª. B


Há alguns anos eu não sabia nada sobre como seria minha vida, só achava um tédio, pois morando naquele fim de mundo, não acontecia nada de bom.
Até que um dia naquela vida monótona aconteceu o inesperado.
Andando em uma das ruas daquela “droga” de cidade, avistei uma casa que nunca havia visto antes, com a porta entre-aberta, como não havia nada para fazer, resolvi entrar.
Estava tudo escuro, me deu até calafrios, subi uma escada em espiral, fui até uma porta trancada, parecia que algo me puxava para lá.
Forcei a fechadura e por estar um pouco velha ela caiu da minha mão, fiquei estressada, dei um chute na porta, ela caiu tão rápido que parecia uma casa de cupins. Vi um quadro meio esquisito, de uma velha carrancuda, parecia que olhava para mim, fiquei meio assustada, mas resolvi ir até o quadro, quando cheguei perto quase caiu em cima do meu pé e mostrou-me uma portinha inesperadamente, tinha uma fechadura, lembrei de uma chavinha que carregava desde criança, minha avó havia me dado. Coloquei-a e a portinha se abriu, havia moeda de oura lá, muito esperta peguei as moedas e fui embora, é claro que a partir daquela dia minha vida tornou-se muito interessante.
Muito agradecida ao quadro carrancudo levei-o para casa, hoje ele não está mais tão carrancudo assim.

A Rua



A Rua
Camyla Alves Garcia - 2º. G


Caminhava por uma rua deserta e sombria, eram três horas da madrugada, estava morrendo de medo de estar ali sozinha, comecei a andar mais rápido, para ver se aquela rua acabava logo, mas comecei a sentir que estava sendo perseguida e andei mais e mais rápido, mas parecia que a rua não tinha fim, quando percebi já estava correndo, olhava para trás e não via nada, mas eu tinha certeza que estava sendo perseguida.
Para meu azar a rua era sem saída, e me senti encurralada, eu não podia voltar, e se aquela coisa me pegasse, na verdade eu não sabia o que fazer, foi quando um ser muito estranho apareceu na minha frente, o que era na verdade eu não sei dizer, ao mesmo tempo em que parecia humano, também não parecia ser daquele planeta, era um raio de luz branco muito forte, meu coração começou a bater muito forte, e o “ser” queria falar alguma coisa para mim, mas estava tão nervosa que não conseguia escutar o que ele dizia, comecei a ver tudo rodando, e aquele luz muito forte me incomodava e então desmaiei.
Quando acordei estava em um lugar muito estranho, mas ao mesmo tempo muito bonito, com um monte daqueles seres em volta de mim. Eles começaram a conversar entre si, e então o mais brilhante deles começou a conversar comigo, dizendo que fui escolhida entre eles para realizar uma tarefa muito complicada, e me deram um enorme livro para eu ler. Fiquei lá muito tempo, quase um ano, na verdade não sabia onde estava, só sei que voltei para aquela mesma rua, no mesmo lugar onde tinha sido “capturada”, voltei à rua inteira, e comecei a caminhar pela cidade, e não me lembrava mais de nada, e só levava comigo o livro, que eu não sabia o que fazer com ele, e nem sabia a sua utilidade.

Erro pequeno



Erro Pequeno
Bruno Victor Mesquita - 7ª. B

Um pequeno erro científico, ocorrido há quatro anos numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, uma mistura exagerada de substâncias químicas.
Essa mistura foi feita para que mesmo depois de mortos, continuassem a andar, respirar, pensar e falar. Mas um descuido do cientista mais famoso do mundo, Nicolai Knurst, um russo que entrou sem proteção, ao inalar a substância começou a sentir um desejo por carne humana e, de repente, começou a atacar seus companheiros de trabalho e no reflexo, um dos cientistas conseguiu escapar e deixou a porta aberta, o nome dele era Brad Wilker, e por ter deixado a porta aberta, vazou o vírus e contaminou todo o laboratório e toda a cidade.
Sabendo do acontecido o governo dos Estados Unidos mandou uma tropa de soldados com equipamentos anti-tóxicos ( máscara, roupa, etc. ), sua missão era resgatar todos os sobreviventes.
Começando a missão era um caos pela cidade, sangue e corpos por toda a parte, sempre que se achava um sobrevivente, caso raro, ou ele era devorado ou era infectado pelo vírus, obrigando os militares a matá-lo.
Quando já pensavam que não havia mais sobreviventes, acharam aquele cientista Brad, e um mensageiro do governo, que ao revelar que uma bomba iria ser jogada na cidade, foi morto pelos zumbis que invadiram o local.
Faltavam apenas dez minutos, começa uma corrida para evacuar a cidade. Eles corriam para achar um modo de ir embora dali, até que um dos soldados acha o aeroporto e por sorte um dos aviões tinha combustível o bastante para levantar vôo, quando faltavam três minutos, ele se comunica com seus companheiros, e os avisa para ir ao aeroporto e sair daquela cidade, quando eles chegaram faltava trinta segundos para que tudo explodisse.
Eu, sou um dos únicos sobreviventes para conta a história.

O Canto do Quarto


Foto de Alberto Fragoso - De vigia

O Canto do Quarto
Beatriz Almeida Batista - 1º. A


A noite parecia suspensa e vazia. Não havia movimento algum e a umidade do ar transparecia a sensação de uma noite de inverno.
Fazia frio, mas não ventava. Provavelmente as pessoas daquela vizinhança estavam dormindo. Tudo estava tão tranqüilo, ou ao menos, assim aparentava, tão tranqüilo como uma segunda feira costumava ser.
Uma garota chorava em silêncio deitada em sua cama. O olhar vidrado, as lágrimas escorrendo. Um movimento rápido e ela estava sentada. Agora ela observava o enorme espelho na parede oposta. Ela já não se reconhecia. Seus enormes olhos azuis agora eram de um cinzento mais profundo. E seus cabelos caiam sobre os ombros, secos e opacos, mas não tão opacos quanto seus lábios. Ela tentou forçar um sorriso para o espelho, mas já não havia vida nele, e parecia mais artificial do que nunca. Concentrou seu olhar no espelho por alguns segundos, depois derrubou-o como se sentisse nojo de si própria. E talvez, sentisse.
No canto do quarto, uma garrafa de uísque, completamente vazia. Ela havia bebido durante o dia, até o anoitecer. Havia também cigarros e pílulas brancas de vários tamanhos, espalhados pelo assoalho.
Dezoito anos, sonhos, e um futuro que prometia brilhar. Tudo isso a descrevia se voltássemos no tempo. Há um tempo atrás, ela era o que se podia chamar de “menina dos olhos”. Bonita, inteligente, dedicada em tudo o que fazia, namorava um bom rapaz e seu melhor amigo era uma das pessoas mais brilhantes que ela conhecera. Morava com sua mãe, não tinha irmãos. Mas hoje, fazia exatamente dois anos que sua mãe e seu melhor amigo haviam falecido. Ela nunca havia se sentido tão perdida desde então. O namorado a abandonara alguns meses depois, e agora, ela não tinha mais ninguém.
Novamente sentada, mas dessa vez na pequena escrivaninha ao lado de sua cama, ela escrevia uma carta. As lágrimas borravam a tinta preta da caneta esferográfica. Ali, em cada palavra, em cada frase solitária, havia uma súplica, uma despedida aos poucos amigos que lhe restavam. Assinou “Renata”, mas na mente dela, aquele nome, significava “perdedora”.
Então ela caminhou até o canto do quarto, após guardar a caneta, e deixara a carta em cima da escrivaninha. Ali se sentou, no chão, junto à garrafa vazia e outros cacos de vidro quebrados no dia anterior.
Ela não podia mais suportar aquilo. Sozinha, cansada. Cansada de tudo, cansada da vida.
Olhou uma última vez pela janela entreaberta e a cortina que permanecia inerte. A noite continuava tranqüila, mas não para Renata. Sentiu o vidro frio nos seus dedos. As lágrimas caíam com mais intensidade agora. Sentia o vidro cortar sua pele como papel, mas não podia parar. Ouvia passos no andar de baixo. Sentiu o sangue escorrer pelo seu pulso fino. Mais lágrimas. Mais passos. Olhou ao redor, respirava ofegante. Ouvia gritos e batidas na porta.
“Está tudo bem”, pensou. E de repente, hesitou. Segurou seu pulso para que o sangue estancasse. Talvez aquele não fosse o dia certo. Ou talvez lhe faltasse coragem. Não se sabe ao certo. E ali, no canto do quarto, Renata adormeceu, chorando em silêncio novamente. A noite se tornara mais vazia. Renata só tinha dezoito anos, mas seus olhos eram como de uma velha cansada, repousando sozinha, esperando o fim de seus dias.

O quadro de Lord Browning

Quadro de Van Gogh

O quadro de Lord Browning
Lígia Torres dos Reis B. Ferreira 3ºC
Natália Maria Bordotti Moreira 3ºC

Inglaterra, 1899. James Ridley caminhava pelas margens do Rio Tamisa. Após uma briga com Robert, seu pai adotivo, ele relembrava sua infância e juventude. James fora uma criança traumatizada pela morte de seus pais, cruelmente assassinados, quando ele tinha apenas cinco anos.
O dono do hotel, onde Mary Kate e Brendan, os pais de James trabalhavam, mandaram-no para um orfanato, onde ficou até ser adotado pelo poderoso e respeitado Robert de Winter, no dia de seu aniversário. O homem o levou para viver em sua mansão ao norte de Londres.
James cresceu em meio ao luxo, riqueza e mulheres bonitas. Estudo nas melhores escolas da Europa e foi preparado para um dia assumir o lugar de braço direito de Robert.
Enquanto morava na França, James conheceu Tom Phelps, filho de Stephen Phelps, aliado de Robert. Eles eram muito parecidos e logo tornaram-se grandes amigos.
De volta à Londres os já crescidos, James e Tom, foram apresentados à sociedade secreta fundada por Robert, Shadow, uma organização criminosa, que roubava e matava para aumentar a fortuna de seus associados.
A primeira missão que a dupla recebeu foi roubar um quadro escondido em um conventp no interior, que continha o código do cofre de Lord Browning. No dia seguinte, pela manhã, James e Tom, foram para o convento cavalgando. Depois de dois longos dias de viagem, chegaram ao convento. Estavam parados a frente do Convento de Santa Edwiges, pensando em uma desculpa para entrarem. Foi então que o céu se fechou e uma tempestade começou a cair. James e Tom sorriram. Tom bateu na porta. Uma freira de expressão severa os atendeu. James pediu abrigo, comida e um lugar para seus cavalos descansarem. A freira consentiu e abriu a porta para entrarem. Ela apresentou-se como Madre Perpétua e ofereceu comida, roupas secas e um quarto para os rapazes.
Os dois agradeceram e a seguiram. Passaram pelo refeitório, onde as freiras silenciosamente se alimentavam. A madre, segurando uma vela, os conduziu por um corredor escuro. Apenas uma porta estava aberta, De lá saía uma fraca luz que iluminava um quadro na parede. James aproximou-se e com os olhos arregalados, constatou que aquele era o quadro que viera roubar.
- Essa é Christine Burke, neta do nosso fundador – disse Madre Perpétua, vendo o olhar interessado de James.
Apenas, naquele momento, ele notou a bela moça que dormia na cama, embaixo do quadro. Com muito esforço, ele conseguiu tirar os olhos da noviça e voltou a seguir a madre e seu amigo.
Já no quarto, depois de comerem, James contou a Tom sua descoberta. Mais tarde, quando todos dormiam, eles colocaram seu plano para funcionar. Enquanto Tom vigiava, James entrou no quarto. Quando ele já tinha o quadro consigo, Christine acordou. A moça assustou-se ao ver o vulto em seu quarto, mas antes que pudesse gritar, James cobriu sua boca com as mãos, fazendo o quadro cair.
- Não grite, James pediu soltando-a.
- Quem é você? – ela perguntou assustada.
- A chuva cai forte lá fora, eu e meu amigo estamos abrigados aqui.
- E o que faz nos meus aposentos de uma freira?
- Admirar sua beleza – James respondeu.
Christine corou e sentiu um calor dentro de seu peito, mas mo mesmo instante, expulsa o rapaz de seu quarto.
- Respeite o lugar que te acolheu – disse, fechando a porta do quarto.
Tom suspirou desanimado, ao ver que seu amigo não trazia nada, além de uma expressão zangada no rosto.
A chuva continuou por mais quatro dias. James e Tom não puderam sair do convento. James tentava de todas as formas se aproximar de Christine, mas ela estava sempre em companhia das freiras. Havia algo naquela moça que o encantava. Mas ela estava inacessível, o quadro então, missão quase impossível.
No quinto dia, a chuva caia com menos violência. Porém, o clima ficou pesado no Convento de Santa Edwiges,naquela manhã. O fundador da instituição religiosa, que James nunca vira nem nas refeições, morrera de tuberculose. A última pessoa com quem o velho conversara, era Christine, que passou o resto da manhã rezando na capela. Madre Perpétua pediu para que ninguém a interrompesse, mas James não resistiu. Aproximou-se, silenciosamente e ficou parado, observando a moça até que ela o notou.
- Já sei o que o senhor procura – disse ela – Meu avô contou-me tudo sobre o senhor e seu amigo.
- Suponho, que a senhorita, nos queira fora daqui então?
- Fiquem o tempo que quiserem, mas saibam, aquele quadro não sai do meu quarto.
Quando Christine passou por ele, James segurou sua mão. Os olhos azuis dele , cruzaram com os olhos verdes dela. James inclinou-se e a beijou suavemente. Depois, despediu-se. Não tinha mais razão para ficar ali fingindo. Christine permaneceu imóvel. James chamou Tom, em menos de vinte minutos desaparecem pelas matas.
Em Londres, James contou ao Robert todo o ocorrido. Os olhos do velho homem iluminaram-se ao saber da morte do avô de Christine. Ele diz a James que o rapaz precisava roubar o quadro de girassóis agora mais do que nunca, mesmo que isso significasse matar Christine. James não acatou as ordens do pai adotivo.
E, dói ali, às margens do Rio Tamisa, que James decidiu voltar ao interior e contar à herdeira de Buske, os planos doentios do Conde de Winter. O rapaz correu para buscar seu cavalo, encontrando Tom pelo caminho, James contou ao amigo os seus planos antes de sair em disparada. No meio do caminho, porém, ele sentiu uma pancada forte em suas costas, o que o fez cair. O chão, foi a última coisa que viu antes de desmaiar.
- Já era hora de acordar filho – a voz debochada de Robert chegou aos ouvidos de James.
Ele estava esparramado em uma cadeira, as costas ardendo. James logo reconheceu onde estava, era a sede de Shadow. Ouviu os murmúrios de pessoas do lado de fora, comentando sobre o assassinato de um tal de Phelps. Seria...
- Seu amigo – Robert, como se adivinhasse os pensamentos do rapaz – Traiu um dos nossos, e você sabe o que acontece com traidores, não? Porque é o que acontecerá com você.
James não se importava mais. Que o matasse então. A única coisa que queria saber era a verdade. Robert não se negou a contá-la. O rapaz estava morto. Revelou o motivo de sua obsessão pelo quadro de Lord Browning. Na verdade, ele era um antigo membro da sociedade secreta, o encarregado de pegar o tão famoso quadro. Mas, quando o tinha em mãos, fugiu com ele e com o dinheiro do antigo dono.
- E por que o quadro estava num convento? – James perguntou.
- Não é óbvio? Ele fundou o Santa Edwiges, o avô de Christine, eu ordenei o seu assassinato.esta manhã.
- Você o quê?! – James pulou da cadeira, chocado e revoltado. Sentiu sua arma pesando dentro da capa.
- E se isso interessa, quem o traiu, foi Tom.
- Mentira! – James gritou e atirou no pai adotivo, sem pensar duas vezes.
Robert recebeu o impacto e caiu. Antes de morrer, sussurrou – “James, você é meu... – O que James era dele?, o rapaz nunca soube. Atordoado e confuso, sai em busca de um cavalo para ir ao convento. Não queria acreditar que Christine pudesse estar morta. Os dias de viagem pareciam infinitos. James respirou aliviado ao ver a noviça a sua frente. Ele pediu para ver o quadro, Christine contou a ele que o avô gastara toda a fortuna no convento e em ações beneficentes.
Temendo pela vida da senhorita, James queimou o quadro, pois sabia que os outros membros de Shadow, viriam procurá-lo. A moça, que decidira abandonar o hábito, aceitou fugir com o rapaz para América. Talvez, a única chance de escapar de Stephen.

Prova de amor



Prova de amor
Aline Duran de Miranda 3ºC

Pátria de quem chora, Pátria de quem luta.
Em certas nações, sangue é prova de amor. Já em outras, a tecnologia reluz no orgulho do país.
Ó Pátria Amada Idolatrada, a ti declaro o meu amor: saudade. Palavra verde, palavra amarela, ah saudade. Palavra Brasil. Só tu saudade, compreendes meu amor. Exclusiva na saudosa Língua Portuguesa; portuguesa? Não, capixaba, gaúcha, baiana, carioca, paulista...êta prosa boa.
Prosa da Maria e do João, que aos pés do Ribeirão se arriscam na aquarela. Ó esse coqueiro que dá coco, onde eu amarro minha rede nas noites claras de luar. Prosa do Major, do Capitão, que equilibrando o brasão se firma nas margens plácidas do Ipiranga, ouvindo o brado retumbante.
Ó Painho, ó sutaque. Meu nordeste, meu povo, minha língua Portuguesa.
Já declarei por serenatas, cantigas rígidas escrevi, poesias com ternura e até versos sentimentais, de várias maneiras demonstrei minha admiração Poe esse verde, mas nem o maior dos trovadores teria adjetivos suficientes para atribuir a essa mãe da nossa pátria, essa velha Senhora que a cada dia se renova, e só nos dá orgulho, esse orgulho de ser brasileiro.
Alguém disse um dia – Dê uma prova de amor ao seu país – logo pensei que a maior delas já foi dada, a Língua Portuguesa e todos juntos podemos dar uma segunda prova, fazendo seu uso de maneira coerente e respeitando-a, na prosa, na literatura, no samba, na pátria, no nosso Brasil.

Uma outra visão



Uma outra visão
Gláucia Helena Matos Duarte 3ºD


Algumas semanas atrás, presenciei uma das piores cenas da minha vida, algo do qual, ouço muito, mas a sensação de estar presente e ver aquilo foi muito chocante.
Quando olhei para o lado havia uma família embaixo da ponte, chamou-me a atenção a criança, com mais ou menos três anos, que chorava muito forte, um choro doído.. Nesse instante sua mãe pegou algo que encontrou dentro de um saco perto do poste (provavelmente, resto de comida), e deu à criança. Esta comeu aquilo, de origem duvidosa, como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo.
Saber que a fome existe é uma coisa, presenciá-la é outra. Levarei isto comigo, lembrarei cada vez que fizer cara feia para algo, que pensava ser ‘ruim’ (verduras, legumes,etc), que eu tiver que comer.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Febril



Febril

Viviane 3ºE

Certo dia, fui ao shopping e passando por uma vitrine, observei uma calça jeans
e uma blusinha, devidamente acompanhadas de um cartaz: ‘anúncio de remarcação’. Apertei os passos pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisgada.
Mal atinjo a escada rolante, inicio o caminho de volta. O coração badala como um sino, a respiração ofegante.
Sintomas de febre, febre por liquidação, que me ataca toda vez que vejo uma vitrine com promessas sedutoras.

Maldito Divino



Maldito Divino
Carolina Almeida 3ºE
Vanessa Neves 3ºE

Dona Escolástica dos Anjos de Deus, vivia com o marido numa casinha no interior do Paraná. Fora o seu marido, Seu Divino dos Anjos de Deus, a velha não tinha mais ninguém, pois era chata e arrogante.
Um dia, seu divino morreu e durante o enterro, um cachorro vira-lata a seguiu até sua casa. Então, Dona Escolástica pensou - “Já que o ‘cachorro’ morreu, vou pegar outro para me fazer companhia.”
A velha adotou o cachorro e deu-lhe o nome de Divino. Alguns anos se passaram, Divino era a única distração da velha senhora. O único problema era que o cão vivia sumido no mundo, e quando voltava era só para comer. Dona Escolástica ficava furiosa.
Certa vez o cachorro sumiu por duas semanas, quando voltou estava todo lambuzado de graxa. Dona Escolástica o xingou até não poder mais, pois teria que dar-lhe um banho, coisa que nunca precisou fazer, porque o cão tomava banho de chuva, de vez em quando. Enquanto esfregava o animal, ralhava - “seu cão dos infernos! Nunca dei banho nem em criança e agora tenho que dar banho num animal! Nunca mais faça isso! Quando eu acabar vou amarrar você e não vai sumir de novo!”
Dona Escolástica cuidou dele, afinal por pior que fosse, ele nunca a deixara, era seu companheiro desde a morte do marido. Já era tarde, Escolástica foi dormir, mas antes, deixou Divino amarrado.
Após uma conga noite de insônia, levantou e tomou uma xícara de chá preto e esticou-se no sofá, como de costume. Gritou por Divino, que não apareceu, então lembrou que o deixou amarrado, e foi até o quintal resmungando. Abaixou-se com dificuldade para soltar a corrente, olhou o cachorro bem de perto e notou algo estranho, ele tinha uma mancha preta, mas Divino era totalmente branco.
Dona Escolástica passou minutos pensando no caso – “Será que eu não lavei ele direito?” Então soltou o cachorro e tentou remover a mancha, quando percebeu que não era sujeira...era o pelo do cachorro mesmo – “Maldito! Não é o meu Divino!”