A Floresta de Ruzumbava

A Floresta de Ruzumbava
Camila Caroline Veiga de Camargo - 1º. A
Marcos e Júlio já haviam deitado em suas respectivas barracas, menos Carlos, que vagava pela floresta Ruzumbava, distante e sombria, lugar onde ninguém se atrevia a ficar.
Carlos ouve um barulho estranho, assustador, logo aparece a mais bela e temida feiticeira chamada Caipora, metade índia e metade onça. Ela não suportava visitantes em seu “lar”, principalmente aqueles que vinham para Ruzumbava atrás do Phitolata, planta com poder de cura imediato que só existia lá.
Ao ver Caipora, Carlos entra em pânico e ao mesmo tempo fica paralisado com tamanha beleza e acaba sendo hipnotizado pela feiticeira que o amarra junto aos companheiros.
Júlio também se surpreende com Caipora que interrompe seu pensamento dizendo:
-- Sei o que os trazem aqui. Sumam! Antes que seja tarde demais.
Júlio e Carlos intrigados perguntam:
-- Mas o que tem de errado nessa floresta?
-- Isso não vos interessa, não são bem-vindos aqui, vão antes que eu mude de idéia e faço com que a própria floresta se encarregue sem dó de mandá-los embora, seja para o céu ou para o inferno.
-- Não iremos embora sem o que viemos buscar. Não será uma feiticeirinha que nos meterá medo.
-- Se querem assim, assim será!
Logo Caipora some no meio da mata e assustados, mas confiantes ficam os três, pois sabem que estão se aproximando do que procuram.
O dia logo amanhece ensolarado e os cientistas começam a se deslocar rumo ao morro de Ruzumbava chamado Rodonil. De repente, Carlos fica frente a frente com uma cobra imensa em época de acasalamento e faminta. Carlos tenta desviar e quando percebe que foi picado já era tarde e acaba inconsciente e perdido de seus companheiros que mesmo sem o amigo, seguem em frente.
Quanto mais próximo de Rodonil, mais sombrio fica a floresta e de repente eles deparam com o maior vulcão em erupção, o famoso Infernooldy que protege o morro Ronidol de “invasões”.
Júlio avista Caipora e percebe seu enfurecimento ao invocar os deuses do vulcão, pois aqueles não mereciam encontrar o valioso Phitolata, que só devia ser usado para uso medicinal.
Ao lado direito, vocês devem estar vendo uma pilha de troncos, onde apenas um é forte o bastante para suportar o calor do vulcão.
-- Quem achá-lo, poderá atravessar o vulcão e pegar o que quer, o outro morrerá na fúria do Infernooldy, diz a feiticeira.
Eles escolhem os troncos e os posicionam para iniciar a travessia, que logo acaba, pois nem eles, nem os troncos eram adequados.
Quando Caipora pensava que tudo estava acabado, aparece Carlos quase sem forças para andar, mas com fé que ele iria conseguir. Então pega o tronco escolhido e começa a atravessar. Caipora percebe que aquele era o tronco certo e se dá conta de que Carlos era o único merecedor do Phitolata, ele sim faria o bem e salvaria vidas com a erva.
Carlos finalmente chega em terra firme, mas acaba desmaiando e Caipora leva a um abrigo seguro e lhe serve um chá da santa erva que logo faz efeito.
-- Obrigada Caipora pelo cuidado, e como agradecimento a erva a partir de agora chamará Caipora, pois tu salvaste minha vida, serei eternamente grato. Agora devo voltar a minha terra.
-- É claro, eu te compreendo e permito sua partida com o Phitolata, quer dizer, com Caipora e sei que irá salvar muitas vidas.
A feiticeira lhe entrega um cavalo que o levará aonde quiser.
Essa aventura marcará para sempre a vida dos dois e a floresta agora ficará segura e em PAZ!

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