sexta-feira, dezembro 16, 2005

A casa misteriosa de Leondervil




A CASA MISTERIOSA DE LEONDERVIL
Débora Lima Lisboa - 1º. D


Uma nova fase de minha vida começou em uma manhã de agosto de 1959, quando pela última vez fechei a porta da casa de meu pai. O sol começava bater nas montanhas, quando me pus a caminho.
Aproximando-me de uma velha mansão abandonada, deparei-me com um velho amigo de meu pai, que entrando na minha frente, disse:
-- Pois bem, Alfredo, irei com você até a estrada para indicar-lhe o caminho.
Começamos a caminhar em silêncio, de repente, seu Francisco, esse era o nome do amigo de meu pai, quebra o silêncio perguntando-me se teria algum lugar para ir. Respondi-lhe que não.
Então, ele, me disse:
-- Seu pai, antes de morrer me confiou uma carta, que diz respeito a sua herança. Nela está escrito que você deverá ir para uma casa em Leondervil.
Lendo a carta, não acreditei que eu havia acabado de receber uma herança de meu pai.
Segui em frente sem saber exatamente onde ficava essa casa.
Caminhei dias e dias, alimentando-me com a pouca comida e água que eu levava.
Fui me informando aqui, ali até que cheguei ao local. A casa ficava num local deserto no meio da mata, um lugar deserto e misterioso.
Quando bati à porta, ela abriu-se sozinha, ao entrar vi que por dentro ela era uma mansão, vi também que um farto banquete me aguardava. Com medo e ao mesmo tempo maravilhado, sentei-me à mesa e comecei a comer, pois estava faminto.
Ali me hospedei. Um ar de mistério pairava sobre aquela mansão solitária.
Certa noite vi crianças brincando no meu quarto, e vozes na sala de estar, mas voltei a dormir. Desse dia em diante, comecei a ver coisa freqüentemente.
Numa outra manhã, uma voz vinha em minha direção, pude ver minha mãe, parei o que estava fazendo e ouvi o que ela dizia:
-- Alfredo, meu filho, finalmente estamos juntos de novo, eu, seu pai e seus irmãos, nesta casa, onde fomos felizes e voltaremos a ser.
Abismado pude perceber que eu estava morto e que havia me encontrado com minha família, para juntos vivermos até a eternidade, na mansão Leondervil.