terça-feira, dezembro 13, 2005

Prova de amor



Prova de amor
Aline Duran de Miranda 3ºC

Pátria de quem chora, Pátria de quem luta.
Em certas nações, sangue é prova de amor. Já em outras, a tecnologia reluz no orgulho do país.
Ó Pátria Amada Idolatrada, a ti declaro o meu amor: saudade. Palavra verde, palavra amarela, ah saudade. Palavra Brasil. Só tu saudade, compreendes meu amor. Exclusiva na saudosa Língua Portuguesa; portuguesa? Não, capixaba, gaúcha, baiana, carioca, paulista...êta prosa boa.
Prosa da Maria e do João, que aos pés do Ribeirão se arriscam na aquarela. Ó esse coqueiro que dá coco, onde eu amarro minha rede nas noites claras de luar. Prosa do Major, do Capitão, que equilibrando o brasão se firma nas margens plácidas do Ipiranga, ouvindo o brado retumbante.
Ó Painho, ó sutaque. Meu nordeste, meu povo, minha língua Portuguesa.
Já declarei por serenatas, cantigas rígidas escrevi, poesias com ternura e até versos sentimentais, de várias maneiras demonstrei minha admiração Poe esse verde, mas nem o maior dos trovadores teria adjetivos suficientes para atribuir a essa mãe da nossa pátria, essa velha Senhora que a cada dia se renova, e só nos dá orgulho, esse orgulho de ser brasileiro.
Alguém disse um dia – Dê uma prova de amor ao seu país – logo pensei que a maior delas já foi dada, a Língua Portuguesa e todos juntos podemos dar uma segunda prova, fazendo seu uso de maneira coerente e respeitando-a, na prosa, na literatura, no samba, na pátria, no nosso Brasil.