terça-feira, fevereiro 28, 2006

Nas sombras do Vale da Morte

Nas sombras do Vale da Morte
Igor Luiz Emydio – 1º. B

Sentado no meu quarto, vejo o tempo passar. Solidão, angústia, tudo isso se mistura à escuridão, só há a tela do computador iluminando o quarto.
E lá está seu retrato na escrivaninha, já todo borrado pelas lágrimas que saem de meus olhos todos as noites.
A madrugada está apenas começando. No céu...estrelas, elas me fazem lembrar de você. È uma noite sem lua, a escuridão toma tudo, ruas, casas, minha alma.Nessas noites, meus fantasmas me atacam, a solidão e o medo de nunca ter você me fazem enlouquecer.
De repente, percebo que já são três horas da manhã. Deito em minha cama e durmo. A imagem de seu rosto invade meu sonho em pequenos flashes, mas nem no sonho, consigo beijá-la. E do nada sua imagem some na escuridão, e aí, volta tudo outra vez. Vejo-me em meu quarto, de novo, sentado na escuridão e a tela do computador piscando, indicando que há uma mensagem.
Acordo triste como sempre e vou para a escola. As pessoas não percebem minha solidão, pois uso uma máscara. Mas, quando vejo você, volta todo aquele sentimento. Mergulho de cabeça na ilusão de um dia ter você, e quando você me pergunta:
-- Tudo bem?
Por dentro grito que não, pois não a tenho, mas de minha boca só sai:
-- Sim, tudo bem!Igor Luiz Emydio – 1º. B

Sentado no meu quarto, vejo o tempo passar. Solidão, angústia, tudo isso se mistura à escuridão, só há a tela do computador iluminando o quarto.
E lá está seu retrato na escrivaninha, já todo borrado pelas lágrimas que saem de meus olhos todos as noites.
A madrugada está apenas começando. No céu...estrelas, elas me fazem lembrar de você. È uma noite sem lua, a escuridão toma tudo, ruas, casas, minha alma.Nessas noites, meus fantasmas me atacam, a solidão e o medo de nunca ter você me fazem enlouquecer.
De repente, percebo que já são três horas da manhã. Deito em minha cama e durmo. A imagem de seu rosto invade meu sonho em pequenos flashes, mas nem no sonho, consigo beijá-la. E do nada sua imagem some na escuridão, e aí, volta tudo outra vez. Vejo-me em meu quarto, de novo, sentado na escuridão e a tela do computador piscando, indicando que há uma mensagem.
Acordo triste como sempre e vou para a escola. As pessoas não percebem minha solidão, pois uso uma máscara. Mas, quando vejo você, volta todo aquele sentimento. Mergulho de cabeça na ilusão de um dia ter você, e quando você me pergunta:
-- Tudo bem?
Por dentro grito que não, pois não a tenho, mas de minha boca só sai:
-- Sim, tudo bem!

Que susto!

Que susto!
Victor Ciferri Guedes – 7ª. A

Estava eu lá em um dia comum, numa tarde comum de fim de semana, fazendo uma coisa comum - navegando na Internet, quando, de repente, ouço um grito forte e agudo, parecido com a voz da minha irmã.
Saí em disparada para ver o que havia acontecido, cheguei à sala e vi uma bagunça, mas era uma bagunça mesmo! Isso só acabou ajudando a aumentar meu desespero. Corri para o escritório e só vi marcas de mãos no vidro da porta. Olhei no banheiro e lá não havia ninguém.
Então, pensei em ir até a cozinha, a última opção. À medida que me aproximava, sentia um certo receio, só pensando o que poderia encontrar lá. Quando olhei e não vi ninguém, o pavor tomou conta de mim, bateu um desespero misturado com medo, fiquei branco como uma folha de papel, quando...
-- Ai, meu Deus!
Uma faca caída no chão, perto da pia, e manchas de sangue, formando um caminho, imediatamente segui aquele rastro de sangue que me levou ao quintal.
Foi então que eu vi um banquinho e fiquei pasmo, mas não pelo faro de ver o banquinho, mas porque minha irmã estava em cima dele gritando. Olhei para todo o espaço do quintal e como nada percebi de errado, perguntei o que estava acontecendo. Ela, mais calma, falou:
-- Eu estava na cozinha cortando pão, quando uma barata nojenta e louca apareceu. No desespero acabei cortando meu o dedo, corri para o quintal e esse monstro correu atrás de mim, subi no banquinho e comecei a gritar. Eis que você chegou e pisou naquele monstro, salvando-me do perigo. Muito obrigada!
Eu, ainda confuso e surpreso, respondi de nada, e voltei ao meu computador.
--- Ah! Essas mulheres! Vai entender!

Que susto!

Que susto!
Victor Ciferri Guedes – 7ª. A

Estava eu lá em um dia comum, numa tarde comum de fim de semana, fazendo uma coisa comum - navegando na Internet, quando, de repente, ouço um grito forte e agudo, parecido com a voz da minha irmã.
Saí em disparada para ver o que havia acontecido, cheguei à sala e vi uma bagunça, mas era uma bagunça mesmo! Isso só acabou ajudando a aumentar meu desespero. Corri para o escritório e só vi marcas de mãos no vidro da porta. Olhei no banheiro e lá não havia ninguém.
Então, pensei em ir até a cozinha, a última opção. À medida que me aproximava, sentia um certo receio, só pensando o que poderia encontrar lá. Quando olhei e não vi ninguém, o pavor tomou conta de mim, bateu um desespero misturado com medo, fiquei branco como uma folha de papel, quando...
-- Ai, meu Deus!
Uma faca caída no chão, perto da pia, e manchas de sangue, formando um caminho, imediatamente segui aquele rastro de sangue que me levou ao quintal.
Foi então que eu vi um banquinho e fiquei pasmo, mas não pelo faro de ver o banquinho, mas porque minha irmã estava em cima dele gritando. Olhei para todo o espaço do quintal e como nada percebi de errado, perguntei o que estava acontecendo. Ela, mais calma, falou:
-- Eu estava na cozinha cortando pão, quando uma barata nojenta e louca apareceu. No desespero acabei cortando meu o dedo, corri para o quintal e esse monstro correu atrás de mim, subi no banquinho e comecei a gritar. Eis que você chegou e pisou naquele monstro, salvando-me do perigo. Muito obrigada!
Eu, ainda confuso e surpreso, respondi de nada, e voltei ao meu computador.
--- Ah! Essas mulheres! Vai entender!

O amor assustador

O amor assustador
Ana Carolina Vignando Santana - 1º. D

Em um domingo de madrugada, acordei assustada, ouvi uns tiros e uns gritos de socorro que vinham lá do porão de minha casa. Como estava sozinha, fiquei com medo, mas mesmo assim fui ver o que estava acontecendo.
Chegando lá, vi uma pessoa morta e uma arma no chão, fiquei apavorada e resolvi chamar a polícia.
Depois de um tempo, ela chegou e perguntou-me o que havia acontecido. Expliquei o pouco que sabia, e os policiais resolveram fazer uma investigação detalhada no porão. Eu mesma nunca tinha estado naquela parte da casa, pois mudara-me há poucos dias.
Quando os policiais estavam deixando minha casa, relataram-me que, no porão, havia caixas contendo esqueletos. Comecei a pensar que a casa era mal assombrada. Estava preocupada e com muito medo.
Durante aqueles dias difíceis, conheci um detetive chamado Thiago, e ele me surpreendeu com seu jeito doce e encantador na condução do processo. E, então, meu mundo começou a mudar, minha vida ganhou um sentido novo, fomos nos conhecendo mais e mais, enquanto as investigações aconteciam.
Começamos a sair, estava apaixonada. Numa noite, resolvi me declarar, ele, por sua vez, ficou mudo, olhando-me como se não esperasse ouvir aquelas palavras. Apesar de seu espanto, tentei saber se havia alguma chance para nós. Ele pediu um tempo para pensar e organizar seus sentimentos, e sobre o já acontecera e o que poderia acontecer.
Eu tinha certeza de que ele também sentia a mesma coisa por mim, mas achei esquisita sua reação, pois antes de eu me declarar, ele ia todos os dias a minha casa, depois, simplesmente, sumiu de casa e do acompanhamento da investigação.
Após algum tempo, a polícia encerrou o caso do porão por não encontrar pistas ou suspeitos de qualquer fato que lá tenha ocorrido anteriormente. Resolvi vender a casa, assustava-me viver num local com tantos mistérios.
Passado algum tempo, Thiago voltou a me procurar e contou-me que estava apaixonada por mim, pediu-m em namoro, e eu, claro, aceitei de imediato.
Brigávamos com freqüência, mas não conseguíamos viver um sem o outro.
Depois de seis anos de namoro, resolvemos nos casar. Hoje estou casada há três anos e espero um bebê, sou muito feliz, e o caso do porão ficou na lembrança por ter sido o responsável pela nossa felicidade.

Meu primeiro gol

Meu primeiro gol
Vitor Hugo Andreotti - 1º. D




Era uma bela manhã, acordei, tomei meu banho, arrumei o cabelo e fui para a escola. Quando cheguei, vi que estava tendo um campeonato de futebol.
Meus amigos correram até mim para avisar-me que eu estava no time. Pensei... Como? Se não sei jogar futebol?
Os dois times estavam em quadra, pensei... puts e agora? O que vou fazer? Não tenho idéia das regras do jogo, vou ser humilhado por todos. E agora?
E aquela torcida enorme. Quase a escola inteira assistindo, gritando, fazendo a maior pressão.
Começou o jogo, e eu correndo de um lado para outro, sem saber o que fazer, quando de repente, um amigo chutou a bola para o gol, o goleiro espalmou e eu estava logo atrás desse amigo, vi a bola vindo na minha direção e pensei... é agora que eu faço o gol, aí chutei a bola com toda força, chutei a bola totalmente fora do gol... E a torcida começou a me vaiar. Pensei... o que estou fazendo aqui? Que humilhação que estou passando, o que fui fazer?
Quando, de repente, outra oportunidade apareceu, então me concentrei e chutei a bola com tanta vontade que o goleiro nem passou perto da bola, ela foi certinha no gol.
E eu fiz um gol tão bonito que a torcida ficou calada, todos se calaram por mais de trinta segundos, aí todos começaram a gritar para mim, e a minha moral ficou lá em cima.
E assim foi, ganhamos o campeonato e até hoje fiquei marcado na escola. E a maioria dos meus amigos, quando me vêem, me chamam de artilheiro.

O mistério da casa azul

O mistério da casa azul
Ricardo de Branco Suzano - 1º. D

Tudo começou quando eu e meu irmão decidimos alugar uma casa, nós estávamos na mesma faculdade, ele fazia Direito e eu Administração. Nosso pais queriam viajar para Londres e ficar por lá, nossa irmã Júlia ia se casar e morar nos Estados Unidos no ano seguinte.
Nossos pais foram definitivamente para Londres e nos deixaram a casa. Júlia e seu namorado já tinham apartamento. Carlos decidiu que alugássemos uma casa menor para nós, e eu concordei, pois a idéia era boa.
Na semana procuramos várias casas, foi quando vimos no jornal um anúncio sobre uma casa azul em uma vila.
Na semana seguinte, fomos ver a casa, o proprietário morava na própria vila, e localizava-se próxima à faculdade, isso era bom, poderíamos ir a pé.
A casa era muito bonita, não era grande, tinha dois quartos, para nós estava ótimo, tinha até vaga para um carro, o preço estava bom e como tínhamos um dinheiro guardado, decidimos ficar com a casa, que já estava mobiliada.
No dia seguinte nos mudamos, a vila era sossegada, poucos vizinhos e todos muito simpáticos.
Nossa casa, conseguimos alugar para um casal de amigos que tinha dois filhos.
Passamos o dia arrumando a casa e à noitinha tudo já estava arrumado.
Nossa irmã veio ver a casa e gostou. Saímos com amigos e voltamos às 22h.
À noite, a vila era ainda mais silenciosa, fomos dormir. De madrugada, tive um sonho e acordei assustado, mas voltei a dormir.
Pela manhã, contei o sonho parta Carlos, Sonhei que tinham me matado e enterrado em baixo da casa. Meu irmão ficou pálido, pois havia tido o mesmo sonho.
Na noite seguinte, ouvimos um barulho, mas era só a janela da sala que tinha ficado aberta.
Na manhã seguinte, Carlos me contou que teve aquele sonho de novo.
Um mês se passou e não tivemos mais nenhum sonho. De repente, durante uma noite, ouvimos passos e gritos, acordamos assustados. Carlos disse que teve o sonho novamente, mas não era com ele, um homem desconhecido pedia-lhe ajuda. Disse-lhe que tive esse mesmo sonho. Achamos que era alguma coisa com a casa, mas não demos importância.
Resolvemos substituir o piso dos quartos e da sala.
No sábado, logo cedo, os pedreiros começaram o serviço. À tarde quando terminaram a retira do piso antigo, notamos que um pedaço do chão de cimento era diferente do resto, mas não demos importância. Os pedreiros se foram para voltarem na segunda-feira.
Naquela madruga, tive um sonho muito estranho, haviam assassinado um homem e enterrado-no na casa, mas não sabia o local, o sonho parecia muito real.
No domingo, conversando com Carlos sobre o sonho, ele ficou pensativo e falou do piso diferente na sala. Fomos falar com o proprietário, contamos os sonhos e pedimos para abrir um buraco no local daquela marca, a princípio não aceitou, depois permitiu.
Na segunda-feira, pedimos aos pedreiros que cavassem onde havia a marca. Quando estavam nesse trabalho perceberam uma coisa dura, era um cano, porém, mais abaixo encontraram um papel escrito em outra língua e uma foto. Quando vimos, nos assustamos, pois era a pessoa do sonho.
Continuando a cavar, os pedreiros encontraram o corpo do homem. Chamamos a polícia, o IML levou o corpo para autópsia e descobriam que ele havia sido envenenado.
O proprietário ficou assustado, pois aquele homem foi o último inquilino, sua mulher mudou-se, informando que o marido havia viajado a negócios e ela ia encontrá-lo.
Passados alguns dias, tive um sonho, nele o homem que estava enterrado na casa estava feliz e agradecia-me.
Depois de um ano e meio, terminei a faculdade, casei-me e comprei uma nova casa. Meu irmão continua na mesma casa, só que a comprou, vive lá com sua namorada.

A Rua nº 63

A Rua nº 63
Danielle Alves Borgiani – 1º. B


Quando Lara e Soraia haviam chagado ao ponto de ônibus, já era quase meia noite e não havia mais ninguém nas ruas.
--- Estou com medo! – disse Soraia, fixando seus olhos numa árvore velha e sem folhas, que ficava na esquina da rua nº. 63 com a que elas estavam.
Lara deu um cachecol a ela e disse:
--- Soraia, se acalme, o ônibus já está chegando.
--- Tudo bem, mas esta rua me dá arrepios!
--- Eu sei, em mim também, mas não irá acontecer nada, não se preocupe.
--- Não sei, estou com mau pressentimento.
De repente, um carro pára bem à frente delas, o vidro vai se abrindo devagarzinho e, aos poucos, vai aparecendo a figura de um homem muito bonito e elegante.
--- Boa noite! Vocês conhecem a rua nº. 63?
Antes que Lara tivesse aberto a sua boca, Soraia começa a explicar.
O carro vai embora e Soraia fica a segui-lo com os olhos
Por algum motivo, as duas sentem um arrepio assim que o carro entra na rua nº. 63.
Quebrando o silêncio, Lara diz em meio à deliciosa gargalhada:
--- Soraia, pelo que vejo você realmente gostou do homem, não é? Só faltou correr atrás do carro!
Antes que Soraia pudesse retrucar, um barulho de sirene chamou a atenção das duas.
--- Está indo para a rua nº. 63! – comenta Lara.
--- Vamos ver o que está acontecendo. – Apressa-se em dizer Soraia, quase sem fôlego.
Lá chegando, as amigas se deparam com uma cena horrível, e Soraia ouve um policial relatando ao outro o que havia ocorrido:
--- Pelo que apuramos até agora, esse homem já havia matado duas mulheres num ponto de ônibus a caminho para cá, e chegando aqui cometeu suicídio!

Um amor proibido

Um amor proibido
Fabiane Silveira Gomes – 2º. E



Em um certo sábado ensolarado, os alunos, de uma escola pequenina e pouco conhecida daquela cidade, resolveram fazer um passeio a um pesqueiro.
Poucos sabiam, mas junto deles havia um casal muito apaixonado, que tinha como intenção ficar a sós e viver aquela paixão proibida pelos seus familiares e amigos.
Arrumaram-se todos e partiram. Cegando ao pesqueiro foram logo almoçar, mas o casal aproveitou para explorar o território e ficar a sós.
O restante dos alunos sempre estavam juntos e aproveitaram tudo, nem sequer sentiram a falta dos dois apaixonados. Somente uma amiga do casal percebeu que eles nunca estavam junto com o pessoal e resolveu procurá-los. Mas já era tarde demais, o casal havia sumido e deixado um pequeno bilhete que dizia:
-- Fomos viver nossa paixão proibida, longe daqueles que só queriam o nosso mal. Breve, terão uma surpresa!
Ninguém sabia para onde o casal havia ido, estavam muito preocupados com a sobrevivência deles, mas não havia mais jeito, e o negócio era seguir a diante.
Anos se passaram até que um dia, receberam a informação de que aquele casal havia falecido devido a um acidente de moto, mas ninguém queria acreditar, na esperança de que algum dia, eles voltassem com a surpresa prometida.
Outros anos se passaram, e de repente o casal apaixonado retorna àquela cidadezinha, trazendo em seus braços uma recompensa daquele amor considerado impulsivo ... um lindo bebê.
A partir daí, todos respeitaram esse, mas já era tarde demais!!! O amor já havia acabado, o casal não estava mais apaixonado e o filho se tornara um menino rebelde.

Anjo lindo

Anjo lindo
Thalita Marinho Carvalho da Costa - 1º. D


Renata não é igual às outras garotas, ela é uma menina doce, com atitudes e pensamentos inocentes, com seu rosto delicado, ela encanta a todos a sua volta.
Mesmo com tanta beleza no rosto de Renata, havia algo obscuro, sempre triste e com os olhos cabisbaixos. Ela é uma menina de 15 anos que enfrenta uma doença grave, a tuberculose.
Renata não achava seu lugar, ela se sentia como uma carta fora do baralho. Talvez por causa do segredo que tinha medo de revelar, pois nem ela sabia direito o que era aquilo.
A menina conseguia fazer coisas diferentes, como mover objetos sem tocá-los, e sabia que as pessoas não conseguiam entender.
Em uma noite de março, tudo mudou para Renata, nessa noite, ela teve uma crise mais forte da doença, sentia como se facas entrassem em seu peito, sua garganta estava seca, com o tempo não conseguia nem falar, estava muito fraca.
Mas, ela já não estava se importando com as dores, sabia que logo tudo isso passaria, já não tinha medo de morrer. Quando nem os olhos ela conseguia abrir, uma lágrima escorreu por sua face, e Renata morreu.
Como um milagre, pétalas de rosas caíam sobre seu corpo.
Olhando de longe, Renata percebeu que realmente era diferente, ela era um anjo, um anjo lindo, e pela primeira vez, sentiu-se em seu devido lugar. Ela, agora, estava no lugar que merecia, num lugar onde não existia mais tristeza, nem dor, o que ela havia sentido sua vida inteira.

Lucas campeão

Lucas campeão
Wesley Kuwashima de Freitas Júnior - 7ª A


Tocou o sinal no fim do intervalo, alto, ensurdecedor, ainda mais mistura com os gritos e as risadas das crianças que estavam no pátio.
No fim do pátio, sentado no banco estava Lucas, um menino alto, 13 anos, cursava a 7ª. Série, muito magro, alto, com o rosto cheio de espinhas e aparelho nos dentes. Não era bonito, e por isso não havia beijado ninguém, e para alguém da 7ª. Série isso era complicado, é como você ter cinco anos e ainda urinar nas calças...
Como em toda escola, havia o grupo de patricinhas, todas lindas, cabelos impecáveis e roupas de grife, nunca iriam olhar para um tipo igual ao Lucas...
Na aula de Educação Física, o professor iria ensinar um novo esporte... o basquete, um jogo rápido onde a altura é algo fundamental.
Lucas adorou e se saiu muito bem, lançou, arremessou, marcou várias cestas e se tornou o melhor jogador da escola.
Naquele ano, houve campeonato entre as escolas, e Lucas ganhou o troféu de melhor jogador. Foi uma festa, pois além de levar o troféu de melhor jogador a escola também ganhou o campeonato.
Bem, as patricinhas começaram a achar o Lucas um garoto interessante, achavam o seu estilo muito bacana, e ser namorada de um campeão era bem interessante para elas. Aquele ano, Lucas perdeu sua timidez e beijou muito..., aliás eu deveria ter ficado seu amigo, ainda no tempo do casulo, agora que ele se transformou em borboleta... já era.

Gabriela

Gabriela
Samirys Verzemiassi Borguesani - 2º;. E


--- Gabriela, se eu te pego fazendo isso de novo, te mando de volta ao México!
Gabriela vai para o quarto e lá fica trancada, chorando. Dona Gisela, sua mãe, estava nervosa porque Gabriela havia desobedecido às suas ordens. Ela havia cantado numa casa de show, sem o conhecimento da mãe, pois seu sonho era ser cantora.
No dia seguinte, Dona Gisela chamou-a para tomar café da manhã.
--- Não quero! Não vou descer! Não saio daqui nem que me paguem! - disse Gabriela.
--- Larga de manha, menina, desce se não quiser apanhar!
A menina, apesar de teimar com a mãe, acabou por descer e tomou seu café sem dar uma palavra com a mãe.
Depois do acontecido, foi fazer suas compras, mas não voltou. Algumas horas depois, vizinhos vieram avisar Gabriela que a mãe havia sido atropelada por um carro e que estava internada no hospital.
Gabriela foi imediatamente para o hospital, mas não pôde falar com a mãe, estava triste e preocupada com as conseqüências do acidente, não sabia o que iria acontecer com sua mãe, teve que esperar algum tempo até que o médico liberou sua visita
Algumas horas depois, o médico permitiu que Gabriela entrasse no quarto para ver a mãe.
--- Mãe, me perdoe, por favor! Eu não queria ter feito o que fiz. Vi que um sonho idiota só atrapalhou nossas vidas.
--- Acalme-se, minha filha, a culpa não é sua, em breve vou para casa e conversamos.
Na manhã do dia seguinte, Gabriela voltou ao hospital e recebeu a notícia de que sua mãe havia piorado durante a noite e veio a falecer.
Gabriela nunca mais quis cantar, para ela sua vida tinha acabado junto com a de sua mãe. Foi morar na casa de parentes no México e passou a fazer costuras para seu sustento, como fazia sua mãe.

Amor de verão não sobe a serra!

Amor de verão não sobe a serra!
Anna Caroline Fernandes Pontes - 8ª. C



Nas férias do fim do ano, fui para a casa de minha avó (ela mora na cidade do Rio de Janeiro) e lá conheci muitas pessoas interessantes, entre elas um menino que mexeu com meu coração. O nome dele é Thiago, carioca , 15 anos, trabalha e cursa o primeiro ano do Ensino Médio.
Um dia, eu, meus colegas e Thiago resolvemos ir até a praia, combinas de nos encontrarmos às 8h da manhã, na casa de minha avó.
Acordei às 7h, me arrumei e, pontualmente, às 8h saímos todos em direção à praia. Já estávamos com os pés na areia, quando percebemos que faltava um no grupo, e justamente o Thiago, o único que não poderia faltar. Fiquei desesperada, mas ninguém percebeu minha ansiedade, mesmo por que ninguém estava preocupado com a falta dele, disseram que o Thiago não ficaria chateado por ter sido esquecido.
Depois de uma hora, Thiago apareceu na praia , o que me trouxe grande felicidade, pois já considerava meu dia perdido. Ele veio e me beijou no rosto de me deu um abraço apertado, disse que não estava chateado.
Aproveitei sua chegada e convidei-o para darmos um mergulho. Fui correndo na frente e simulei que estava me afogando, ele socorreu-me imediatamente e nisso deu-me um beijo, salvou-me de afogamento e quase me matou por asfixia.
Pediu-me em namoro e eu, lógico, aceitei na hora.
Depois de um mês de namoro tive que voltar para São Paulo, fim de férias. Decidimos namorar à distância, mantínhamos contato por telefone, cartas, e-mail, e nos feriados e nas férias corria para lá.
Esse relacionamento foi durando, quatro meses após o primeiro e encantador encontro, sentia falta dos carinhos, dos beijos, de andar de mãos dadas pelas ruas, sentia falta de tudo que um casal de namorados fazem e a distância atrapalhou muito.
Percebi, então, que amor de verão não sobe a serra!

Os três patetas

Os três patetas
Luan Rodrigues Martins – 8ª. C

Era noite, estávamos em meu quarto, meus dois primos e eu, quando de repente...
Começamos a ouvir ruídos do casarão abandonado que ficava frente a minha casa, mas nem demos muita atenção, achamos que eram os gatos em noite de amor. E continuamos a conversar, logo após alguns minutos, ouvimos barulho de vidraças se quebrando, começamos a ficar preocupados, quando eu, metido a valentão, disse:
---- Vamos até lá ver o que é?
A resposta veio curta e rápida:
---- Não!!! Você está louco, esse casarão deve estar cheio de fantasmas - disseram os dois.
---- Vocês são dois homens ou duas maricas?
Depois de muita insistência, os dois medrosos toporam ir até lá ver o que estava acontecendo.
Era, então, meia noite e meia, e minha mãe não deixaria de maneira nenhuma que saíssemos; então pulamos a janela. Ao chegarmos frente ao casarão, bateu aquele frio na espinha, mas já estávamos ali, decidimos entrar.
Nos portões, correntes e cadeados muito grossos. Não tivemos outra saída a não ser pularmos o muro. No quintal a grama, que não era cortada há muito tempo, passava de nossa cintura. Fomos andando com dificuldade pela grama alta, quando de repente FLUP! caímos em um enorme buraco, que aparentava ser uma armadilha.
Ficamos gritando por socorro durante toda a noite, mas foi inútil, o buraco era muito fundo. Já era manhãzinha, quando um rapaz, que caminhava para seu serviço, ouviu nossos gritos, pulou o muro da casa e nos encontrou, mas não sabia como nos tirar dali. Sugerimos que ele encontrasse uma corda comprida para que pudéssemos subir pelas paredes do buraco.
O rapaz saiu e voltou com uma corda bem comprida e grossa e com seu João, caminhoneiro, dono da corda. Com a força dos dois homens foi possível o nosso resgate.
Ficamos muito gratos aos dois homens e dissemos que caímos no buraco quando estávamos atrás de um balão. Mentimos, é claro.
Já eram sete da manhã, pulamos a janela de volta ao meu quarto, deitamos em nossas camas quentinhas, e dissemos juntos que nunca mais na vida iríamos colocar o nariz onde não é de nossa conta.

Medo

Medo
Jéssica Yumi Rossigalli Favarello– 8ª. C

Em uma noite fria de inverno, após o jantar, Giovana e seu irmão Pedro foram dormir.
Sua mãe tinha um magnífico e precioso relógio, que aparentemente dava muito medo. Era um relógio de pêndulo, que lembrava aqueles castelos escuros e labirínticos, em que, a cada badalada, algo misterioso acontecia.
Como não estavam como sono, conversaram sobre muitas coisas e as horas foram passando sem que eles percebessem.
Soaram doze badaladas no relógio, e a casa foi tomada por uma escuridão e um silêncio completos.
Giovana e Pedro tentavam dormir, movimentavam-se constantemente na cama, mas o sono não vinha. Tudo parecia dar medo, o tic-tac do relógio, o cachorro que uivava compulsivamente, o medo tomou conta de suas mentes juntamente com uma euforia incontrolável. Correntes eram arrastadas e clarões iluminavam o quarto dos irmãos assustados.
Como um furacão, eles já estavam na porta do quarto, prontos para sair, quando a fechadura da porta da frente foi lentamente se movimentando, suas pernas tremiam, enquanto suas mãos suavam friamente. Agora, o pânico acabava de ser completo, não havia uma só parte de seus corpos que não tremesse.
A porta rangeu lentamente, fazendo seus corações pulsarem descompassadamente. Enquanto que os passos iam lentamente se aproximando.
Chegaram ao extenso corredor onde ficavam os quartos, dirigiram-se diretamente ao quarto da mãe, a porta se abriu e fechou rapidamente como se nada tivesse encontrado, assim aconteceu no quarto do irmão mais velho.
Chegaram à porta da sala, mas ao verem que estava trancada, lentamente seus corações foram se acalmando.
Já estavam desistindo da busca, quando ouviram um barulho que vinha da cozinha, rapidamente dirigiram-se para lá.
A lua iluminava apenas a pia onde o que e via era uma faca cheia de sangue e que se movimentava.
O desespero de ambos levou-os aos gritos, quando a luz foi acesa e os olhos espantados deram de cara com o pai com a boca cheia de geléia de morango e a faca dentro do pote de geléia.
Assim, perceberam que o pai chegou do escritório mais tarde, as correntes eram do portão da garagem, o clarão eram os faróis do carro e a faca suja de geléia de morango.

O amor de um boiadeiro

O amor de um boiadeiro
Simone dos Santos Moraes – 1º.D

Renato, um rapaz bonito, forte e um grande boiadeiro, vai a um campeonato, onde poderá ganhar mais um troféu para sua coleção. E, de fato, mais uma vez, tornou-se vitorioso. Só que desta vez, seu prêmio foi ainda maior, conheceu uma mulher morena de longos cabelos pretos, Daniela. Renato se encantou por ela e foi correspondido. O romance já durava algum tempo quando Daniela resolve apresentá-lo a seus pais.
Marcado o dia, lá estava o rapaz, bastante nervoso, porém muito feliz. Ao conhecer o pai de Daniela, Renato pede-lhe a mão da filha em casamento. E, para surpresa de todos, o pai disse que não permitiria esse casamento.
Renato, sem entender, solicitou uma explicação. Então, o pai respondeu:
---- Minha filha jamais se casará com um boiadeiro, ela se casará com um fazendeiro rico.
Renato, totalmente desolado, baixou a cabeça e saiu da casa de Daniela, quem deixou em prantos.
A partir desse dia, os dois continuaram o romance às escondidas. Depois de um tempo, resolveram fugir para viverem sua história de amor. Marcaram o dia e a hora do encontro para que pudessem concretizar o sonho de viverem juntos.
Renato, ansioso, esperou o dia clarear e ficou à espera de Daniela que não apareceu. Desesperado, foi à casa da amada para saber do ocorrido e descobriu que Daniela havia viajado, na noite anterior, por ordem do pai que descobrira o plano de fuga da filha com o namorado.
Renato esperou notícias de Daniela por algum tempo e depois resolveu arrumar suas coisas e refazer sua vida em outro lugar.
Passaram-se dez anos, Renato recebeu convite para um rodeio, cujo prêmio seria muito grande para quem derrubasse quatro bois. Esse rodeio iria acontecer na cidade em que perdera deu grande amor. Renato pensou bastante, pois não queria sofrer com lembranças do passado, mas seu profissionalismo falou mais alto e ele aceitou.
Ao chegar à cidade que tanto sofrimento lhe causou, ficou sabendo que havia outro boiadeiro disposto a ganhar esse maravilhoso prêmio.
Renato derrubava um boi, e o outro rapaz também, e assim foi até o último boi, quando Renato avista na platéia, sorrindo e aplaudindo, ela... Daniela, seu grande e único amor, Renato ficou tão atordoado que acabou por perder a última rodada, seu adversário ganhou o grande prêmio.
Renato dirigiu-se ao encontro de Daniela, quando percebe que ela estava de mãos dadas com seu concorrente. Ficou confuso sem saber se ficava ou se saía correndo. Nisso, Daniela o chama para apresentar o mais novo boiadeiro da cidade.
--- Oi, Renato, Quero lhe apresentar o nosso campeão, tão bom quanto você... seu filho.
Renato, surpreso, chorava e ria ao mesmo tempo, abraçou seu filho, beijou sua amada, conversaram muito e tudo foi esclarecido.Renato não ganhou o troféu, porém ganhou dois presentes de Deus: sua amada de volta e seu filho, um boiadeiro como ele.

O MUNDO DAS GAROTAS

O MUNDO DAS GAROTAS
Diego de Andrade Costa – 1º. B

Esta é a história de Nathaly, uma garota educada em casa, nunca havia freqüentado uma escola. Seus pais sempre estavam viajando a negócios, até que conseguiram um emprego fixo em Miami.
Quando Nathaly chega à escola, vê que não é o que pensava. Cada aluna, com sua turma, fitavam-na com olhar de desprezo. Na sala de aula, sentou-se ao lado de uma garota, Kate, que não era popular, ela explicou-lhe as regras que as alunas populares fizeram: primeira regra: sempre sentar-se, na hora do intervalo, à mesa do seu grupo; segunda regra: nunca sentar-se à mesa das populares sem ser convidada; terceira e última regra: nunca gostar de um garoto de que ela goste.
Depois de dizer as regras, Kate mostrou quem eram as populares. Regina, a mais rica, metida e malvada; Ana, a mais inteligente e inocente; Valéria, a mais linda e a mais burra entre as três e a mais oferecida da escola.
Na hora do intervalo, Nathaly estava passando frente à mesa das populares, quando Regina chamou-a para sentar-se com elas.Nathaly não sabia o que fazer. Sentou-se e começaram a conversar. A partir daquele dia, ficaram amigas. Kate não existia mais para Nathaly.
Certo dia, após o término das aulas, as populares mais Nathaly foram para a casa de Regina e começaram a conversar, até que Nathaly derruba um caderno e ao pegá-lo lê algumas páginas em que constavam nomes e fotos de alunas com comentários maldosos, de repente vê uma foto de Kate com o seguinte comentário: “gorda demais da conta”, Nathaly, sem maldade, comentou que ela come muito mesmo! Regina gostou do que ouviu e registrou no caderno com autoria de Nathaly.
No outro dia, durante o intervalo, Ana e Valéria avisaram Nathaly sobre a festa de Aron, ex-namorado de Regina, e que ela estava convidada.
Na festa, as quatro se separaram, Ana e Valéria fizeram de tudo para que Nathaly ficasse com Aron, quando estavam se beijando, Regina presenciou o beijo e ouviu que a armação tinha sido feita pelas amigas.
Regina saiu da festa e quando chegou a sua casa, armou um plano para as três. Colocou sua foto no caderno e escreveu frases ofensivas a si própria, assinada pela três amigas. No dia seguinte, tirou xérox das folhas, entregou o caderno para o Diretor e espalhou as folhas pelos corredores da escola.
Nathaly percebeu que o nome da Regina não aparecia em nenhuma das folhas e então, resolveu tirar essa história a limpo. Arranjou um gravador e, no dia seguinte, foi conversar com Regina, na sala, antes do horário da aula, e quis saber por que ela havia feito tal maldade. Regina acabou confessando que ficou muito brava quando a viu beijando seu ex- namorado e ouviu a conversa de Ana e Valéria a respeito dessa armação, então resolveu se vingar.
Na hora da saída, Natahaly colocou a gravação para que todos ouvissem a confissão de Regina, então, ela se desculpou, prometendo jamais ser arrogante e não queria mais saber dessa história de ser popular.
Depois disso, tudo voltou ao normal. O mundo das garotas ficou em paz. Nathaly voltou a falar com Kate, e Regina, Ana e Valéria ficaram amigas dela e de todas as garotas da escola.