Os três patetas
Os três patetas
Luan Rodrigues Martins – 8ª. C
Era noite, estávamos em meu quarto, meus dois primos e eu, quando de repente...
Começamos a ouvir ruídos do casarão abandonado que ficava frente a minha casa, mas nem demos muita atenção, achamos que eram os gatos em noite de amor. E continuamos a conversar, logo após alguns minutos, ouvimos barulho de vidraças se quebrando, começamos a ficar preocupados, quando eu, metido a valentão, disse:
---- Vamos até lá ver o que é?
A resposta veio curta e rápida:
---- Não!!! Você está louco, esse casarão deve estar cheio de fantasmas - disseram os dois.
---- Vocês são dois homens ou duas maricas?
Depois de muita insistência, os dois medrosos toporam ir até lá ver o que estava acontecendo.
Era, então, meia noite e meia, e minha mãe não deixaria de maneira nenhuma que saíssemos; então pulamos a janela. Ao chegarmos frente ao casarão, bateu aquele frio na espinha, mas já estávamos ali, decidimos entrar.
Nos portões, correntes e cadeados muito grossos. Não tivemos outra saída a não ser pularmos o muro. No quintal a grama, que não era cortada há muito tempo, passava de nossa cintura. Fomos andando com dificuldade pela grama alta, quando de repente FLUP! caímos em um enorme buraco, que aparentava ser uma armadilha.
Ficamos gritando por socorro durante toda a noite, mas foi inútil, o buraco era muito fundo. Já era manhãzinha, quando um rapaz, que caminhava para seu serviço, ouviu nossos gritos, pulou o muro da casa e nos encontrou, mas não sabia como nos tirar dali. Sugerimos que ele encontrasse uma corda comprida para que pudéssemos subir pelas paredes do buraco.
O rapaz saiu e voltou com uma corda bem comprida e grossa e com seu João, caminhoneiro, dono da corda. Com a força dos dois homens foi possível o nosso resgate.
Ficamos muito gratos aos dois homens e dissemos que caímos no buraco quando estávamos atrás de um balão. Mentimos, é claro.
Já eram sete da manhã, pulamos a janela de volta ao meu quarto, deitamos em nossas camas quentinhas, e dissemos juntos que nunca mais na vida iríamos colocar o nariz onde não é de nossa conta.

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