O amor assustador
O amor assustador
Ana Carolina Vignando Santana - 1º. D
Em um domingo de madrugada, acordei assustada, ouvi uns tiros e uns gritos de socorro que vinham lá do porão de minha casa. Como estava sozinha, fiquei com medo, mas mesmo assim fui ver o que estava acontecendo.
Chegando lá, vi uma pessoa morta e uma arma no chão, fiquei apavorada e resolvi chamar a polícia.
Depois de um tempo, ela chegou e perguntou-me o que havia acontecido. Expliquei o pouco que sabia, e os policiais resolveram fazer uma investigação detalhada no porão. Eu mesma nunca tinha estado naquela parte da casa, pois mudara-me há poucos dias.
Quando os policiais estavam deixando minha casa, relataram-me que, no porão, havia caixas contendo esqueletos. Comecei a pensar que a casa era mal assombrada. Estava preocupada e com muito medo.
Durante aqueles dias difíceis, conheci um detetive chamado Thiago, e ele me surpreendeu com seu jeito doce e encantador na condução do processo. E, então, meu mundo começou a mudar, minha vida ganhou um sentido novo, fomos nos conhecendo mais e mais, enquanto as investigações aconteciam.
Começamos a sair, estava apaixonada. Numa noite, resolvi me declarar, ele, por sua vez, ficou mudo, olhando-me como se não esperasse ouvir aquelas palavras. Apesar de seu espanto, tentei saber se havia alguma chance para nós. Ele pediu um tempo para pensar e organizar seus sentimentos, e sobre o já acontecera e o que poderia acontecer.
Eu tinha certeza de que ele também sentia a mesma coisa por mim, mas achei esquisita sua reação, pois antes de eu me declarar, ele ia todos os dias a minha casa, depois, simplesmente, sumiu de casa e do acompanhamento da investigação.
Após algum tempo, a polícia encerrou o caso do porão por não encontrar pistas ou suspeitos de qualquer fato que lá tenha ocorrido anteriormente. Resolvi vender a casa, assustava-me viver num local com tantos mistérios.
Passado algum tempo, Thiago voltou a me procurar e contou-me que estava apaixonada por mim, pediu-m em namoro, e eu, claro, aceitei de imediato.
Brigávamos com freqüência, mas não conseguíamos viver um sem o outro.
Depois de seis anos de namoro, resolvemos nos casar. Hoje estou casada há três anos e espero um bebê, sou muito feliz, e o caso do porão ficou na lembrança por ter sido o responsável pela nossa felicidade.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home