terça-feira, fevereiro 28, 2006

Que susto!

Que susto!
Victor Ciferri Guedes – 7ª. A

Estava eu lá em um dia comum, numa tarde comum de fim de semana, fazendo uma coisa comum - navegando na Internet, quando, de repente, ouço um grito forte e agudo, parecido com a voz da minha irmã.
Saí em disparada para ver o que havia acontecido, cheguei à sala e vi uma bagunça, mas era uma bagunça mesmo! Isso só acabou ajudando a aumentar meu desespero. Corri para o escritório e só vi marcas de mãos no vidro da porta. Olhei no banheiro e lá não havia ninguém.
Então, pensei em ir até a cozinha, a última opção. À medida que me aproximava, sentia um certo receio, só pensando o que poderia encontrar lá. Quando olhei e não vi ninguém, o pavor tomou conta de mim, bateu um desespero misturado com medo, fiquei branco como uma folha de papel, quando...
-- Ai, meu Deus!
Uma faca caída no chão, perto da pia, e manchas de sangue, formando um caminho, imediatamente segui aquele rastro de sangue que me levou ao quintal.
Foi então que eu vi um banquinho e fiquei pasmo, mas não pelo faro de ver o banquinho, mas porque minha irmã estava em cima dele gritando. Olhei para todo o espaço do quintal e como nada percebi de errado, perguntei o que estava acontecendo. Ela, mais calma, falou:
-- Eu estava na cozinha cortando pão, quando uma barata nojenta e louca apareceu. No desespero acabei cortando meu o dedo, corri para o quintal e esse monstro correu atrás de mim, subi no banquinho e comecei a gritar. Eis que você chegou e pisou naquele monstro, salvando-me do perigo. Muito obrigada!
Eu, ainda confuso e surpreso, respondi de nada, e voltei ao meu computador.
--- Ah! Essas mulheres! Vai entender!