terça-feira, fevereiro 28, 2006

A Rua nº 63

A Rua nº 63
Danielle Alves Borgiani – 1º. B


Quando Lara e Soraia haviam chagado ao ponto de ônibus, já era quase meia noite e não havia mais ninguém nas ruas.
--- Estou com medo! – disse Soraia, fixando seus olhos numa árvore velha e sem folhas, que ficava na esquina da rua nº. 63 com a que elas estavam.
Lara deu um cachecol a ela e disse:
--- Soraia, se acalme, o ônibus já está chegando.
--- Tudo bem, mas esta rua me dá arrepios!
--- Eu sei, em mim também, mas não irá acontecer nada, não se preocupe.
--- Não sei, estou com mau pressentimento.
De repente, um carro pára bem à frente delas, o vidro vai se abrindo devagarzinho e, aos poucos, vai aparecendo a figura de um homem muito bonito e elegante.
--- Boa noite! Vocês conhecem a rua nº. 63?
Antes que Lara tivesse aberto a sua boca, Soraia começa a explicar.
O carro vai embora e Soraia fica a segui-lo com os olhos
Por algum motivo, as duas sentem um arrepio assim que o carro entra na rua nº. 63.
Quebrando o silêncio, Lara diz em meio à deliciosa gargalhada:
--- Soraia, pelo que vejo você realmente gostou do homem, não é? Só faltou correr atrás do carro!
Antes que Soraia pudesse retrucar, um barulho de sirene chamou a atenção das duas.
--- Está indo para a rua nº. 63! – comenta Lara.
--- Vamos ver o que está acontecendo. – Apressa-se em dizer Soraia, quase sem fôlego.
Lá chegando, as amigas se deparam com uma cena horrível, e Soraia ouve um policial relatando ao outro o que havia ocorrido:
--- Pelo que apuramos até agora, esse homem já havia matado duas mulheres num ponto de ônibus a caminho para cá, e chegando aqui cometeu suicídio!