terça-feira, fevereiro 28, 2006

Medo

Medo
Jéssica Yumi Rossigalli Favarello– 8ª. C

Em uma noite fria de inverno, após o jantar, Giovana e seu irmão Pedro foram dormir.
Sua mãe tinha um magnífico e precioso relógio, que aparentemente dava muito medo. Era um relógio de pêndulo, que lembrava aqueles castelos escuros e labirínticos, em que, a cada badalada, algo misterioso acontecia.
Como não estavam como sono, conversaram sobre muitas coisas e as horas foram passando sem que eles percebessem.
Soaram doze badaladas no relógio, e a casa foi tomada por uma escuridão e um silêncio completos.
Giovana e Pedro tentavam dormir, movimentavam-se constantemente na cama, mas o sono não vinha. Tudo parecia dar medo, o tic-tac do relógio, o cachorro que uivava compulsivamente, o medo tomou conta de suas mentes juntamente com uma euforia incontrolável. Correntes eram arrastadas e clarões iluminavam o quarto dos irmãos assustados.
Como um furacão, eles já estavam na porta do quarto, prontos para sair, quando a fechadura da porta da frente foi lentamente se movimentando, suas pernas tremiam, enquanto suas mãos suavam friamente. Agora, o pânico acabava de ser completo, não havia uma só parte de seus corpos que não tremesse.
A porta rangeu lentamente, fazendo seus corações pulsarem descompassadamente. Enquanto que os passos iam lentamente se aproximando.
Chegaram ao extenso corredor onde ficavam os quartos, dirigiram-se diretamente ao quarto da mãe, a porta se abriu e fechou rapidamente como se nada tivesse encontrado, assim aconteceu no quarto do irmão mais velho.
Chegaram à porta da sala, mas ao verem que estava trancada, lentamente seus corações foram se acalmando.
Já estavam desistindo da busca, quando ouviram um barulho que vinha da cozinha, rapidamente dirigiram-se para lá.
A lua iluminava apenas a pia onde o que e via era uma faca cheia de sangue e que se movimentava.
O desespero de ambos levou-os aos gritos, quando a luz foi acesa e os olhos espantados deram de cara com o pai com a boca cheia de geléia de morango e a faca dentro do pote de geléia.
Assim, perceberam que o pai chegou do escritório mais tarde, as correntes eram do portão da garagem, o clarão eram os faróis do carro e a faca suja de geléia de morango.