O mistério da casa azul
O mistério da casa azul
Ricardo de Branco Suzano - 1º. D
Tudo começou quando eu e meu irmão decidimos alugar uma casa, nós estávamos na mesma faculdade, ele fazia Direito e eu Administração. Nosso pais queriam viajar para Londres e ficar por lá, nossa irmã Júlia ia se casar e morar nos Estados Unidos no ano seguinte.
Nossos pais foram definitivamente para Londres e nos deixaram a casa. Júlia e seu namorado já tinham apartamento. Carlos decidiu que alugássemos uma casa menor para nós, e eu concordei, pois a idéia era boa.
Na semana procuramos várias casas, foi quando vimos no jornal um anúncio sobre uma casa azul em uma vila.
Na semana seguinte, fomos ver a casa, o proprietário morava na própria vila, e localizava-se próxima à faculdade, isso era bom, poderíamos ir a pé.
A casa era muito bonita, não era grande, tinha dois quartos, para nós estava ótimo, tinha até vaga para um carro, o preço estava bom e como tínhamos um dinheiro guardado, decidimos ficar com a casa, que já estava mobiliada.
No dia seguinte nos mudamos, a vila era sossegada, poucos vizinhos e todos muito simpáticos.
Nossa casa, conseguimos alugar para um casal de amigos que tinha dois filhos.
Passamos o dia arrumando a casa e à noitinha tudo já estava arrumado.
Nossa irmã veio ver a casa e gostou. Saímos com amigos e voltamos às 22h.
À noite, a vila era ainda mais silenciosa, fomos dormir. De madrugada, tive um sonho e acordei assustado, mas voltei a dormir.
Pela manhã, contei o sonho parta Carlos, Sonhei que tinham me matado e enterrado em baixo da casa. Meu irmão ficou pálido, pois havia tido o mesmo sonho.
Na noite seguinte, ouvimos um barulho, mas era só a janela da sala que tinha ficado aberta.
Na manhã seguinte, Carlos me contou que teve aquele sonho de novo.
Um mês se passou e não tivemos mais nenhum sonho. De repente, durante uma noite, ouvimos passos e gritos, acordamos assustados. Carlos disse que teve o sonho novamente, mas não era com ele, um homem desconhecido pedia-lhe ajuda. Disse-lhe que tive esse mesmo sonho. Achamos que era alguma coisa com a casa, mas não demos importância.
Resolvemos substituir o piso dos quartos e da sala.
No sábado, logo cedo, os pedreiros começaram o serviço. À tarde quando terminaram a retira do piso antigo, notamos que um pedaço do chão de cimento era diferente do resto, mas não demos importância. Os pedreiros se foram para voltarem na segunda-feira.
Naquela madruga, tive um sonho muito estranho, haviam assassinado um homem e enterrado-no na casa, mas não sabia o local, o sonho parecia muito real.
No domingo, conversando com Carlos sobre o sonho, ele ficou pensativo e falou do piso diferente na sala. Fomos falar com o proprietário, contamos os sonhos e pedimos para abrir um buraco no local daquela marca, a princípio não aceitou, depois permitiu.
Na segunda-feira, pedimos aos pedreiros que cavassem onde havia a marca. Quando estavam nesse trabalho perceberam uma coisa dura, era um cano, porém, mais abaixo encontraram um papel escrito em outra língua e uma foto. Quando vimos, nos assustamos, pois era a pessoa do sonho.
Continuando a cavar, os pedreiros encontraram o corpo do homem. Chamamos a polícia, o IML levou o corpo para autópsia e descobriam que ele havia sido envenenado.
O proprietário ficou assustado, pois aquele homem foi o último inquilino, sua mulher mudou-se, informando que o marido havia viajado a negócios e ela ia encontrá-lo.
Passados alguns dias, tive um sonho, nele o homem que estava enterrado na casa estava feliz e agradecia-me.
Depois de um ano e meio, terminei a faculdade, casei-me e comprei uma nova casa. Meu irmão continua na mesma casa, só que a comprou, vive lá com sua namorada.

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